
A lua hoje é uma prostituta velha
Que ainda se julga apetecível
Para homens que zombam dela.
Não há espaço para seu brilho
Tomado por holofotes de boates
E fumaças ilegais.
Suas crateras defloradas por poetas bêbados
Deixam celulites expostas no vestido rasgado
Nem seus dentes foram poupados
Em socos arrependidos de adúlteros mal-amados.
Pobre puta gonocócica sem valor
Hoje lhe resta esse poema sem poesia.
(Dimitri Padilha)
Que ainda se julga apetecível
Para homens que zombam dela.
Não há espaço para seu brilho
Tomado por holofotes de boates
E fumaças ilegais.
Suas crateras defloradas por poetas bêbados
Deixam celulites expostas no vestido rasgado
Nem seus dentes foram poupados
Em socos arrependidos de adúlteros mal-amados.
Pobre puta gonocócica sem valor
Hoje lhe resta esse poema sem poesia.
(Dimitri Padilha)